Chegamos a Roma num vôo da Ryanair.

“Todos os caminhos levam a Roma”.


Pegamos um ônibus até a Stazione Termini e de lá caminhamos até encontrarmos nosso hotel, a três quarteirões da Termini. A princípio, brasileiro estranha o tipo do hotel, pois você chega num prédio com o nome do hotel na frente, abre uma porta enorme e pesada, em estilo medieval, anda por um corredor e encontra um pátio, como uma pequena praça dentro do prédio, tudo muito limpo, florido e aconchegante. Você vê uma placa do hotel indicando o terceiro andar, pega um elevador e é recepcionado por uma italiana muito simpática, Adriana. Assim foi nosso hotel em Roma. Um apartamento enorme, com cama king size, uma janela que me lembrou a casa da minha vó Irota, em Catalão, televisão de plasma na parede, um banheiro perfeito, resumindo, adoramos nosso hotel em Roma. Moscatello.

Como ainda era manhã, deixamos nossa bagagem no hotel e saímos para pegar um desses ônibus para turistas, de dois andares, com o teto aberto e que passa pelos principais pontos turísticos da cidade.
Roma é fascinante!
A cada esquina que você dobra é uma surpresa histórica. Estátuas, fontes, chafarizes, ruinas, muitas ruinas nas redondezas do Coliseu e foi alí nossa primeira parada. Havia muito turista e fazia muito calor, mas mesmo assim enfrentamos a fila kilométrica para adentrarmos seu interior. É emocionante você lembrar de tudo o que ocorreu alí. O Império Romano e todo o seu poder. Gladiadores em luta pela vida… como nos filmes. É uma visita imperdível.







Caminhamos do Coliseu até o Monumento Vitoriano, todo em mármore branco. É lá que está enterrado o soldado desconhecido e há uma chama que nunca se apaga. Sua imponência é espetacular! 


Voltamos ao ônibus de turismo e seguimos em direção ao Vaticano. Alí descansamos um pouco enquanto admirávamos a praça central e toda a arte ao seu redor.



Decidi adentrar a Basílica de São Pedro. Foram 2 tentativas fracassadas e só na terceira consegui. Gilmar preferiu ficar numa sombra me esperando. Vou explicar. Não há nenhum tipo de aviso dizendo que não se pode entrar de shorts e de ombros de fora.  Então passei pelo detector de metais e segui a fila. Mais adiante é que eles estavam barrando a grande maioria das mulheres. Como fazia muito calor, todas de short ou saia curta e camisetas cavadas. Havia umas indianas vendendo lenços a cinco euros, mas eu me recusei a comprá-los e voltei pra me encontrar com o Gima. Decidi pegar sua camisa emprestada, assim eu colocaria a mesma em frente as minha pernas e passaria pela segurança. Fui, enfrentei toda a fila novamente e passei pela primeira, mas já entrando na Basílica, um guarda observou que minhas pernas na frente estavam tampadas, mas atrás… tudo exposto! Fui barrada de novo já com o pé na escada da Basílica. Aí fiquei revoltadíssima, tentei esticar a camisa do Gima para cobrir a parte de trás, mas nada feito, “No” dizia o guarda. Fiquei alguns minutos pensando o que fazer, pois enfrentar toda fila novamente eu não enfentaria e vir ao Vaticano e não entrar na Basílica também estava fora de questão. Foi aí que decidi comprar o tal veu, mas a garota que vendia estava fora do meu alcance, para encontrá-la, teria que passar por toda a fila, detector, segurança novamente.
Várias  mulheres passavam por mim usando o tal lenço, então resovi, em inglês, pedir para que uma jovem senhora me vendesse o lenço dela, já que ela estava de saída. Estava acompanhada do namorado, marido, não sei. Ela disse que me venderia sim, pelo preço que pagou, 5 euros, eu mostrei uma nota de vinte euros, o que eu tinha no bolso para emergência, pois Gima é o banco na viagem e ela disse que não tinha troco. Eu agradeci e fui saindo tristonha,  quando ela tirou o lenço e disse que me daria de presente. Eu agradeci mas recusei a princípio, mas como ela insistiu,  eu aceitei e pude finalmente conhecer o local onde São Pedro está enterrado.



Fiquei fascinada com a riqueza de detalhes, de contornos, de pinceladas, das esculturas, de tudo no seu interior. São vários os altares, cada um com estátuas, pinturas, enfim, tudo como eu havia visto em filmes e na televisão. Mesmo uma pessoa cética como eu não consegue não se emocionar num lugar como esse. A escultura de Michelangelo, “A Célebre Pietá” de Maria com Jesus morto em seu colo é bela! É muita história! Pois foi admirando um desse altares que meu celular tocou. Minha filha Mariana me dando a triste notícia do falecimento da D. Iolanda, tia do Gima, esposa do Tio Irineu Basso. Foi um choque. Sabíamos que ela estava hospitalizada. Sempre falávamos com a Pita , Rosan ou Rogério para saber notícias dela, estávamos confiantes que ela se recuperaria da cirurgia do coração, mas não… Sentei-me diante de um dos altares e orei por ela. Foi um momento único, pois não rezava há anos… desde que perdi minha irmã e deixei de acreditar… mas rezei e pedi por ela.
Fiquei ali mais alguns minutos e resolvi me despedir daquele lugar estranhamente belo.
Caminhei até o Gima, sentado nos degraus que circundavam a praça, sem camisa e escondendo o peito atrás de um mapa para evitar ser expulso dalí. Só relembrando, a camisa dele estava comigo, pois com ela em volta das pernas tentei burlar a segurança do Vaticano. Devolvi a camisa, me sentei ao seu lado, contei sobre o lenço e só então consegui contar a ele sobre sua tia. Ele ficou muito abalado. Chorou muito. Ficamos ali muito tempo, sentados em silêncio. Ligamos no celular do Rosan, nada… no do Rogério, nada também.
Saímos dalí em direção ao ônibus de turismo que acabara de chegar. Falamos muito dela, do tio Irineu, dos meninos…
Seguimos nosso passeio. Foi um fim de tarde muito triste. Parados já no ponto final, conseguimos falar no celular do Rosam, mas com a Pita. A diferença de fuso horário com o Brasil é de 5 horas. Ainda era início de tarde no Brasil. Choramos muito.
Passamos em um supermercado para fazermos um lanche e chegamos no hotel já de noite.
No dia seguinte resolvemos tirar a manhã para decidir como viajaríamos pela Toscana, de carro ou de trem. Fomos até a Stazione Termini tentar alugar um carro e saber valores e horários dos trens. Carro econômico num sábado de férias em Roma é impossível de conseguir. O mais econômico que as várias empresas tinham, quando tinham, era um Fiat Punto, ou um Mercedes. Tudo muito caro. Decidimos viajar de trem. Pisa, Florença, Veneza, Treviso e talvez Verona.


Na parte da tarde resolvemos nos perder pelas ruas de Roma a pé. Delicioso. Visitamos o Pantheon,    construído na época greco-romana e dedicado a todos os deuses, ou, mais especificamente, às divindades planetárias que, em número de sete, justificam os nichos com altares existentes no seu interior.


A Fontana de Trevi, a maior e mais ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália localizada na "rione Trevi". A Piazza Navona,  vários outros monumentos incrivelmente lindos! É tudo um livro de história a ceu aberto.





Na Piazza Navona, onde fica a Embaixada Brasileira, fizemos amigos italianos e brasileiros. Muita conversa rolou sentados num banco da piazza tomando um bom gelato.






Voltamos ao hotel já de noite de ônibus.
No dia seguinte pegamos um trem rápido para Pisa logo cedo.




Pisa é uma comuna italiana da região da Toscana, com cerca de 85.000 habitantes. A torre é um campanário da Catedral de Pisa, e,  embora destinada a ficar na vertical, começou a inclinar-se para sudoeste logo após o início de sua construção, em 1173.
 



Em Pisa nossa parada foi rápida. Três horas. Descemos na estação, pegamos um ônibus para o Torre, conhecemos, tiramos muitas fotos, e retornamos para a estação e pegamos o próximo trem em direção a Florença.




Ah… Florença…
Impossível não se apaixonar por Florença. Ficamos 2 dias lá.

Nosso hotel, uma construção antiga, dispensa comentários… pra se ter uma idéia, no teto de nosso quarto havia uma pintura que mais lembrava a capela Cistina (exagero). A porta de entrada do edifício tinha que ser aberta pelo Gima, pois eu não tinha forças para tal, tamanho era seu peso. Amei tudo! Chegamos a Florença sem reservas, ficamos um pouco apreensivos de início, mas como não sabíamos exatamente quando passaríamos por lá, resolvemos arriscar. Pois fomos recepcionados ainda na estação pelo Mário, gerente deste hotel que fica perto de tudo. Como era domingo, o guichê de atendimento ao turista estava fechado, então ele estava lá, para recepcionar possíveis clientes. Um achado!

A noite já caía na cidade de Michelangelo e seu David. Saímos a pé pelas ruas estreitas da cidade.  A Duomo foi nossa primeira parada, na Piazzale S. Giovanni. Um santuário todo em mármore em diferentes cores. Verde, rosa, branco… linda. De frente há o Batistério, qua faz parte do complexo, mas uma construção separada. Alí o criador da Divina Comédia, Dante Alighieri, foi batizado.



Essa escultura não me parece muito satisfeita...




Caminhamos até a Piazza Della Signoria onde visitamos o Museu e a Torre do Pallazzo Vecchio. Michelangelo está em todos os lugares. Aqui sua escultura “Genio della Vittoria” compõe a decoração do “Salone dei Cinquecento”. Da Torre, vislumbramos Florença de noite. Linda!






“Salone dei Cinquecento”
                                                 
“Genio della Vittoria”

No dia seguinte fazia muito calor. Saímos do hotel já no horário do almoço. Fomos até a estação comprar nossas passagens para Veneza para o dia seguinte e almoçar. Seguimos em direção à Duomo para uma visita mais detalhada. Linda por fora, simples por dentro. Sem aquele teto todo decorado como na maioria das Catedrais da Europa. Somente sua cúpula é pintada. Também tive que me cobrir para entrar, mas agora já trazia meu lenço, ganhado no Vaticano, dentro da mochila.


Ponte Vecchia.


Passamos a tarde andando pela cidade, explorando suas piazzas, fontes, museus, lojas de grife, gellaterias e cafés. Atrevessamos a famosa “Ponte Vecchia”, repleta de joalherias com suas vitrines ricamente decoradas.
Ponte Vecchia.

Já no final da tarde, quando digo final de tarde me refiro às oito da noite, quando começa a escurecer por aqui, subimos até a Piazza Michelangelo para ver o por do sol em Florença. Um adjetivo para descrever esse momento em Florença… só o fundo de minha alma para descrever. Foi um momento mágico, acompanhada do amor de minha vida, ouvindo Paul Simon, Art Garfunkel, John Lennon, U2… Na piazza havia um músico tocando seu violão, uma caixa de som, seu CD exposto pelo preço de dez euros, a caixa do instrumento aberta a espera de moedas e sua linda voz. Sentamos nas escadas da piazza para ouví-lo e esperar o por do sol que se aproximava. Presenciamos o pedido de casamento de um estranho à sua bella dona.  Ela aceitou e todos ao redor aplaudiram…rs. Foi lindo!



  

Nossa, quantas vezes eu repito a expressão “foi lindo”…
No centro da piazza há uma estátua de David, de Michelangelo (cópia). A original está na Galleria dell’ Accademia, que fui conhecer no dia seguinte pela manhã.


David de Michelangelo (1501 – 1504) ao vivo é uma das obras de arte mais perfeitas que tive o prazer de apreciar. É uma das esculturas mais famosas do artista renascentista. O trabalho retrata o herói bíblico com um realismo anatômico impressionante. É proibido tirar fotos, como em vários museus aqui na Europa, mas meu celular, acidentalmente, disparou uma foto, como se por instinto. Nem meu eletrônico favorito resistiu à beleza da escultura.







Alugamos bicicletas neste último dia em Florença. Visitamos, também, a Tumba de Michelangelo na Basílica de Santa Cruz.
Nos despedimos de Mário, pegamos nossas muochilas e fomos pegar nosso trem para Treviso às seis da tarde.

Em Treviso ficamos no Hotel Due Ragni. Reservamos ainda em Florença pela internet. Um bom hotel três estrelas, com tudo o que precisamos, inclusive secador de cabelos no banheiro, aliás, todos os hotéis que ficamos possuía esta ferramenta tão importante para mim, rs… Chegamos aqui já de noite. Na manhã seguinte pegamos um trem para Veneza. Vinte minutos de viagem a dois euros e sessenta centavos. Muito barato!
Já estive em Veneza em 2007. Foi uma visita rápida. Desta vez, Gima e eu dominamos a cidade que está afundando no Mediterrâneo. Ao invez de pegarmos um barco, como fiz em 2007 com minha irmã, Heloisa, passeamos a pé explorando os canais, as casas , as centenas de pontes até chegarmos na Praça São Marcos.

A cidade está coberta por 177 canais, 400 pontes e 118 ilhas, estando localizada entre a foz do rio Ágide, ao sul e do rio Piave, ao norte. A impressão que tivemos é que a cidade está acabando, desmoronando aos poucos. Mas sua beleza e estilo único continuam firmes!









O gondoleiro da ponte.

 Nos recusamos a pagar vinte e seis euros por pessoa para andar de gôndola. Uma exploração! Afinal, andar de gôndola em Veneza é muito clichê. Fomos pelo diferente, andamos a pé!
 Piazza São Marcos.





Casais colocam cadeados nas ponte e jogam a chave no canal. Amor celado, trancado para sempre!


Esta é para o meu genro, Eduardo Pagliari... rs.

Delícia de mezzaluna... rs
Rs….
Voltamos para Treviso já de noite. Pegamos um ônibus na estação de trem até nosso hotel. Tudo dominado! Descobrimos, também, que se você comprar a passagem dentro do ônibus, você paga dobrado. Tem que comprar próximo a estação de trem.
No dia seguinte decidimos não ir à Verona. Fica longe, a passagem de trem ida e volta ficava oitenta e oito euros cada um e eu já conheço a cidade de Romeu e Julieta. Lá estão a casa de Julieta, belas pontes e a Arena de Verona (Coliseu).
 Casa de Julieta _ 2007.

Belas pontes de Verona.

A Arena em Verona.

Gima não se interessou muito. Visitamos Treviso.

 Treviso.


Bonita, mas sem muitas atrações. Ficamos muito interessados em alugar bicicletas por aqui, fomos nos informar, mas para nossa decepção, as que ficam nas praças para aluguel são só para residentes locais. Almoçamos uma bela pasta no centro, caminhamos ao longo dos canais contando trutas. Gima conseguiu avistar cinco e eu só uma! Perdi, rs… e voltamos para o hotel para descansar. No final da tarde, avistamos a torre de uma igreja da janela do nosso quarto de hotel, então resolvemos explorar as redondezas e chegar até ela. Foi outro momento mágico com meu amor. Caminhamos ao longo de um canal, sim, Treviso também é cheia de canais pela cidade, passamos por casas com hortas, árvores frutíferas, parreiras de uva, um milharal a perder de vista até chegarmos em Villorba, uma Villa perto de Treviso. Foi uma caminhada longa, com direiro a alguns pingos de chuva,  mas recompensada no final com deliciosos brioches de frutas do bosque e chocolate em um Café, onde fizemos amizade com duas senhoras muito gentis. Batemos um papo, falamos do nono do Gima, Sr. Pedro Basso, que era Italiano, da nossa filha Mariana, que é cidadã Italiana… tudo em Italiano misturado com um pouco de inglês. Os italianos são todos muito gentis, sem queixas!
Voltamos a pé, já escuro.
Amanheceu chovendo pela primeira vez na viagem. Fizemos nosso check out do hotel, mas ficamos por ali, esperando a hora de irmos para o aeroporto pegarmos nosso vôo para Paris. Não chovia nestas redondezas há 50 dias! Os Italianos se deliciaram.

Hoje é dia de Paris!!!! Ciao Itália! Foi um prazer!






Itália.


Chegamos a Roma num vôo da Ryanair.

“Todos os caminhos levam a Roma”.


Pegamos um ônibus até a Stazione Termini e de lá caminhamos até encontrarmos nosso hotel, a três quarteirões da Termini. A princípio, brasileiro estranha o tipo do hotel, pois você chega num prédio com o nome do hotel na frente, abre uma porta enorme e pesada, em estilo medieval, anda por um corredor e encontra um pátio, como uma pequena praça dentro do prédio, tudo muito limpo, florido e aconchegante. Você vê uma placa do hotel indicando o terceiro andar, pega um elevador e é recepcionado por uma italiana muito simpática, Adriana. Assim foi nosso hotel em Roma. Um apartamento enorme, com cama king size, uma janela que me lembrou a casa da minha vó Irota, em Catalão, televisão de plasma na parede, um banheiro perfeito, resumindo, adoramos nosso hotel em Roma. Moscatello.

Como ainda era manhã, deixamos nossa bagagem no hotel e saímos para pegar um desses ônibus para turistas, de dois andares, com o teto aberto e que passa pelos principais pontos turísticos da cidade.
Roma é fascinante!
A cada esquina que você dobra é uma surpresa histórica. Estátuas, fontes, chafarizes, ruinas, muitas ruinas nas redondezas do Coliseu e foi alí nossa primeira parada. Havia muito turista e fazia muito calor, mas mesmo assim enfrentamos a fila kilométrica para adentrarmos seu interior. É emocionante você lembrar de tudo o que ocorreu alí. O Império Romano e todo o seu poder. Gladiadores em luta pela vida… como nos filmes. É uma visita imperdível.







Caminhamos do Coliseu até o Monumento Vitoriano, todo em mármore branco. É lá que está enterrado o soldado desconhecido e há uma chama que nunca se apaga. Sua imponência é espetacular! 


Voltamos ao ônibus de turismo e seguimos em direção ao Vaticano. Alí descansamos um pouco enquanto admirávamos a praça central e toda a arte ao seu redor.



Decidi adentrar a Basílica de São Pedro. Foram 2 tentativas fracassadas e só na terceira consegui. Gilmar preferiu ficar numa sombra me esperando. Vou explicar. Não há nenhum tipo de aviso dizendo que não se pode entrar de shorts e de ombros de fora.  Então passei pelo detector de metais e segui a fila. Mais adiante é que eles estavam barrando a grande maioria das mulheres. Como fazia muito calor, todas de short ou saia curta e camisetas cavadas. Havia umas indianas vendendo lenços a cinco euros, mas eu me recusei a comprá-los e voltei pra me encontrar com o Gima. Decidi pegar sua camisa emprestada, assim eu colocaria a mesma em frente as minha pernas e passaria pela segurança. Fui, enfrentei toda a fila novamente e passei pela primeira, mas já entrando na Basílica, um guarda observou que minhas pernas na frente estavam tampadas, mas atrás… tudo exposto! Fui barrada de novo já com o pé na escada da Basílica. Aí fiquei revoltadíssima, tentei esticar a camisa do Gima para cobrir a parte de trás, mas nada feito, “No” dizia o guarda. Fiquei alguns minutos pensando o que fazer, pois enfrentar toda fila novamente eu não enfentaria e vir ao Vaticano e não entrar na Basílica também estava fora de questão. Foi aí que decidi comprar o tal veu, mas a garota que vendia estava fora do meu alcance, para encontrá-la, teria que passar por toda a fila, detector, segurança novamente.
Várias  mulheres passavam por mim usando o tal lenço, então resovi, em inglês, pedir para que uma jovem senhora me vendesse o lenço dela, já que ela estava de saída. Estava acompanhada do namorado, marido, não sei. Ela disse que me venderia sim, pelo preço que pagou, 5 euros, eu mostrei uma nota de vinte euros, o que eu tinha no bolso para emergência, pois Gima é o banco na viagem e ela disse que não tinha troco. Eu agradeci e fui saindo tristonha,  quando ela tirou o lenço e disse que me daria de presente. Eu agradeci mas recusei a princípio, mas como ela insistiu,  eu aceitei e pude finalmente conhecer o local onde São Pedro está enterrado.



Fiquei fascinada com a riqueza de detalhes, de contornos, de pinceladas, das esculturas, de tudo no seu interior. São vários os altares, cada um com estátuas, pinturas, enfim, tudo como eu havia visto em filmes e na televisão. Mesmo uma pessoa cética como eu não consegue não se emocionar num lugar como esse. A escultura de Michelangelo, “A Célebre Pietá” de Maria com Jesus morto em seu colo é bela! É muita história! Pois foi admirando um desse altares que meu celular tocou. Minha filha Mariana me dando a triste notícia do falecimento da D. Iolanda, tia do Gima, esposa do Tio Irineu Basso. Foi um choque. Sabíamos que ela estava hospitalizada. Sempre falávamos com a Pita , Rosan ou Rogério para saber notícias dela, estávamos confiantes que ela se recuperaria da cirurgia do coração, mas não… Sentei-me diante de um dos altares e orei por ela. Foi um momento único, pois não rezava há anos… desde que perdi minha irmã e deixei de acreditar… mas rezei e pedi por ela.
Fiquei ali mais alguns minutos e resolvi me despedir daquele lugar estranhamente belo.
Caminhei até o Gima, sentado nos degraus que circundavam a praça, sem camisa e escondendo o peito atrás de um mapa para evitar ser expulso dalí. Só relembrando, a camisa dele estava comigo, pois com ela em volta das pernas tentei burlar a segurança do Vaticano. Devolvi a camisa, me sentei ao seu lado, contei sobre o lenço e só então consegui contar a ele sobre sua tia. Ele ficou muito abalado. Chorou muito. Ficamos ali muito tempo, sentados em silêncio. Ligamos no celular do Rosan, nada… no do Rogério, nada também.
Saímos dalí em direção ao ônibus de turismo que acabara de chegar. Falamos muito dela, do tio Irineu, dos meninos…
Seguimos nosso passeio. Foi um fim de tarde muito triste. Parados já no ponto final, conseguimos falar no celular do Rosam, mas com a Pita. A diferença de fuso horário com o Brasil é de 5 horas. Ainda era início de tarde no Brasil. Choramos muito.
Passamos em um supermercado para fazermos um lanche e chegamos no hotel já de noite.
No dia seguinte resolvemos tirar a manhã para decidir como viajaríamos pela Toscana, de carro ou de trem. Fomos até a Stazione Termini tentar alugar um carro e saber valores e horários dos trens. Carro econômico num sábado de férias em Roma é impossível de conseguir. O mais econômico que as várias empresas tinham, quando tinham, era um Fiat Punto, ou um Mercedes. Tudo muito caro. Decidimos viajar de trem. Pisa, Florença, Veneza, Treviso e talvez Verona.


Na parte da tarde resolvemos nos perder pelas ruas de Roma a pé. Delicioso. Visitamos o Pantheon,    construído na época greco-romana e dedicado a todos os deuses, ou, mais especificamente, às divindades planetárias que, em número de sete, justificam os nichos com altares existentes no seu interior.


A Fontana de Trevi, a maior e mais ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália localizada na "rione Trevi". A Piazza Navona,  vários outros monumentos incrivelmente lindos! É tudo um livro de história a ceu aberto.





Na Piazza Navona, onde fica a Embaixada Brasileira, fizemos amigos italianos e brasileiros. Muita conversa rolou sentados num banco da piazza tomando um bom gelato.






Voltamos ao hotel já de noite de ônibus.
No dia seguinte pegamos um trem rápido para Pisa logo cedo.




Pisa é uma comuna italiana da região da Toscana, com cerca de 85.000 habitantes. A torre é um campanário da Catedral de Pisa, e,  embora destinada a ficar na vertical, começou a inclinar-se para sudoeste logo após o início de sua construção, em 1173.
 



Em Pisa nossa parada foi rápida. Três horas. Descemos na estação, pegamos um ônibus para o Torre, conhecemos, tiramos muitas fotos, e retornamos para a estação e pegamos o próximo trem em direção a Florença.




Ah… Florença…
Impossível não se apaixonar por Florença. Ficamos 2 dias lá.

Nosso hotel, uma construção antiga, dispensa comentários… pra se ter uma idéia, no teto de nosso quarto havia uma pintura que mais lembrava a capela Cistina (exagero). A porta de entrada do edifício tinha que ser aberta pelo Gima, pois eu não tinha forças para tal, tamanho era seu peso. Amei tudo! Chegamos a Florença sem reservas, ficamos um pouco apreensivos de início, mas como não sabíamos exatamente quando passaríamos por lá, resolvemos arriscar. Pois fomos recepcionados ainda na estação pelo Mário, gerente deste hotel que fica perto de tudo. Como era domingo, o guichê de atendimento ao turista estava fechado, então ele estava lá, para recepcionar possíveis clientes. Um achado!

A noite já caía na cidade de Michelangelo e seu David. Saímos a pé pelas ruas estreitas da cidade.  A Duomo foi nossa primeira parada, na Piazzale S. Giovanni. Um santuário todo em mármore em diferentes cores. Verde, rosa, branco… linda. De frente há o Batistério, qua faz parte do complexo, mas uma construção separada. Alí o criador da Divina Comédia, Dante Alighieri, foi batizado.



Essa escultura não me parece muito satisfeita...




Caminhamos até a Piazza Della Signoria onde visitamos o Museu e a Torre do Pallazzo Vecchio. Michelangelo está em todos os lugares. Aqui sua escultura “Genio della Vittoria” compõe a decoração do “Salone dei Cinquecento”. Da Torre, vislumbramos Florença de noite. Linda!






“Salone dei Cinquecento”
                                                 
“Genio della Vittoria”

No dia seguinte fazia muito calor. Saímos do hotel já no horário do almoço. Fomos até a estação comprar nossas passagens para Veneza para o dia seguinte e almoçar. Seguimos em direção à Duomo para uma visita mais detalhada. Linda por fora, simples por dentro. Sem aquele teto todo decorado como na maioria das Catedrais da Europa. Somente sua cúpula é pintada. Também tive que me cobrir para entrar, mas agora já trazia meu lenço, ganhado no Vaticano, dentro da mochila.


Ponte Vecchia.


Passamos a tarde andando pela cidade, explorando suas piazzas, fontes, museus, lojas de grife, gellaterias e cafés. Atrevessamos a famosa “Ponte Vecchia”, repleta de joalherias com suas vitrines ricamente decoradas.
Ponte Vecchia.

Já no final da tarde, quando digo final de tarde me refiro às oito da noite, quando começa a escurecer por aqui, subimos até a Piazza Michelangelo para ver o por do sol em Florença. Um adjetivo para descrever esse momento em Florença… só o fundo de minha alma para descrever. Foi um momento mágico, acompanhada do amor de minha vida, ouvindo Paul Simon, Art Garfunkel, John Lennon, U2… Na piazza havia um músico tocando seu violão, uma caixa de som, seu CD exposto pelo preço de dez euros, a caixa do instrumento aberta a espera de moedas e sua linda voz. Sentamos nas escadas da piazza para ouví-lo e esperar o por do sol que se aproximava. Presenciamos o pedido de casamento de um estranho à sua bella dona.  Ela aceitou e todos ao redor aplaudiram…rs. Foi lindo!



  

Nossa, quantas vezes eu repito a expressão “foi lindo”…
No centro da piazza há uma estátua de David, de Michelangelo (cópia). A original está na Galleria dell’ Accademia, que fui conhecer no dia seguinte pela manhã.


David de Michelangelo (1501 – 1504) ao vivo é uma das obras de arte mais perfeitas que tive o prazer de apreciar. É uma das esculturas mais famosas do artista renascentista. O trabalho retrata o herói bíblico com um realismo anatômico impressionante. É proibido tirar fotos, como em vários museus aqui na Europa, mas meu celular, acidentalmente, disparou uma foto, como se por instinto. Nem meu eletrônico favorito resistiu à beleza da escultura.







Alugamos bicicletas neste último dia em Florença. Visitamos, também, a Tumba de Michelangelo na Basílica de Santa Cruz.
Nos despedimos de Mário, pegamos nossas muochilas e fomos pegar nosso trem para Treviso às seis da tarde.

Em Treviso ficamos no Hotel Due Ragni. Reservamos ainda em Florença pela internet. Um bom hotel três estrelas, com tudo o que precisamos, inclusive secador de cabelos no banheiro, aliás, todos os hotéis que ficamos possuía esta ferramenta tão importante para mim, rs… Chegamos aqui já de noite. Na manhã seguinte pegamos um trem para Veneza. Vinte minutos de viagem a dois euros e sessenta centavos. Muito barato!
Já estive em Veneza em 2007. Foi uma visita rápida. Desta vez, Gima e eu dominamos a cidade que está afundando no Mediterrâneo. Ao invez de pegarmos um barco, como fiz em 2007 com minha irmã, Heloisa, passeamos a pé explorando os canais, as casas , as centenas de pontes até chegarmos na Praça São Marcos.

A cidade está coberta por 177 canais, 400 pontes e 118 ilhas, estando localizada entre a foz do rio Ágide, ao sul e do rio Piave, ao norte. A impressão que tivemos é que a cidade está acabando, desmoronando aos poucos. Mas sua beleza e estilo único continuam firmes!









O gondoleiro da ponte.

 Nos recusamos a pagar vinte e seis euros por pessoa para andar de gôndola. Uma exploração! Afinal, andar de gôndola em Veneza é muito clichê. Fomos pelo diferente, andamos a pé!
 Piazza São Marcos.





Casais colocam cadeados nas ponte e jogam a chave no canal. Amor celado, trancado para sempre!


Esta é para o meu genro, Eduardo Pagliari... rs.

Delícia de mezzaluna... rs
Rs….
Voltamos para Treviso já de noite. Pegamos um ônibus na estação de trem até nosso hotel. Tudo dominado! Descobrimos, também, que se você comprar a passagem dentro do ônibus, você paga dobrado. Tem que comprar próximo a estação de trem.
No dia seguinte decidimos não ir à Verona. Fica longe, a passagem de trem ida e volta ficava oitenta e oito euros cada um e eu já conheço a cidade de Romeu e Julieta. Lá estão a casa de Julieta, belas pontes e a Arena de Verona (Coliseu).
 Casa de Julieta _ 2007.

Belas pontes de Verona.

A Arena em Verona.

Gima não se interessou muito. Visitamos Treviso.

 Treviso.


Bonita, mas sem muitas atrações. Ficamos muito interessados em alugar bicicletas por aqui, fomos nos informar, mas para nossa decepção, as que ficam nas praças para aluguel são só para residentes locais. Almoçamos uma bela pasta no centro, caminhamos ao longo dos canais contando trutas. Gima conseguiu avistar cinco e eu só uma! Perdi, rs… e voltamos para o hotel para descansar. No final da tarde, avistamos a torre de uma igreja da janela do nosso quarto de hotel, então resolvemos explorar as redondezas e chegar até ela. Foi outro momento mágico com meu amor. Caminhamos ao longo de um canal, sim, Treviso também é cheia de canais pela cidade, passamos por casas com hortas, árvores frutíferas, parreiras de uva, um milharal a perder de vista até chegarmos em Villorba, uma Villa perto de Treviso. Foi uma caminhada longa, com direiro a alguns pingos de chuva,  mas recompensada no final com deliciosos brioches de frutas do bosque e chocolate em um Café, onde fizemos amizade com duas senhoras muito gentis. Batemos um papo, falamos do nono do Gima, Sr. Pedro Basso, que era Italiano, da nossa filha Mariana, que é cidadã Italiana… tudo em Italiano misturado com um pouco de inglês. Os italianos são todos muito gentis, sem queixas!
Voltamos a pé, já escuro.
Amanheceu chovendo pela primeira vez na viagem. Fizemos nosso check out do hotel, mas ficamos por ali, esperando a hora de irmos para o aeroporto pegarmos nosso vôo para Paris. Não chovia nestas redondezas há 50 dias! Os Italianos se deliciaram.

Hoje é dia de Paris!!!! Ciao Itália! Foi um prazer!






Leia Mais
Todos os direitos reservados